Concluí a graduação, e agora?

Ao concluir a graduação o esperado talvez seria que eu conseguisse um bom emprego ou promoção na empresa. Mas não foi bem isso que aconteceu, em 2017 larguei a relativa estabilidade do emprego para me dedicar a outras coisas sobretudo ao Trabalho de Conclusão de Curso e as cadeiras finais de Administração.

Pois bem! Minha intenção nunca foi parar de estudar, almejo fazer especialização, mestrado e o que mais puder fazer. É verdade que já nos primeiros anos do curso de Graduação planejava qual pós-graduação fazer, no entanto fui descobrindo novas habilidades ao longo do curso e me abri para outras escolhas.

Resultado, chegou o último semestre da graduação sem que eu tivesse decidido sobre o curso de pós-graduação. Isso não chegava a ser um verdadeiro problema uma vez que passei quatro anos na Universidade, poderia muito bem descansar durante um tempo e prosseguir com os estudos daqui há seis meses ou um ano.

Entretanto, o meu desejo era prosseguir quanto antes, até cogitei realizar uma segunda graduação, talvez seguir no curso de Pedagogia que larguei há um tempo quando estava em vias de concluir o primeiro semestre.

Porém, não seria uma boa ideia, pois teria que passar mais quatro anos estudando e investindo e se fosse para atuar de alguma forma na educação, não precisaria ser por este caminho.

Então, pensei melhor e a primeira coisa que fiz foi pesquisar muito para encontrar algum curso de especialização que se encaixasse com os meus propósitos. Para isso, pesquisei na minha própria universidade e conversei com a professora e a coordenadora, pesquisei em sites de outras Instituições da cidade e fora dela.

Após reunir algumas informações, avaliei a viabilidade financeira, de tempo e distância e ainda considerei realizar o curso em uma Instituição que fosse bem conceituada na região e no estado.

Por fim, matriculei-me em duas especializações: pós-graduação em Docência no Ensino Superior e MBA em Gestão de Pessoas e Liderança. Assim, sigo delineando minha profissão e carreira.

Uma questão está resolvida, falta saber quando que vou trabalhar se estou fazendo esses dois cursos. Esse assunto vai ficar para o próximo post, mas saibam que a maioria dos empregos exige dedicação quase que integral e isso inviabiliza o meu estudo. Logo, eu tive que partir para outra alternativa…

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13 comentários em “Concluí a graduação, e agora?

  1. O agora, de “e agora?”, poderia ser alguma coisa diferente do que você espera, do caminho já traçado?
    Muito interessante ler um texto assim. Acho que é o primeiro que eu leio, ou o primeiro a que presto certa atenção, com isso de descrever os caminhos do pensamento, das intenções. O humano fazendo coisas humanas, dizendo coisas sobre elas.
    Está de fato delineado. A profissão está mesmo tomando uma forma simétrica, assim como descrevem as palavras e desejam as ideias. E o caminho acadêmico chegou a certo ponto, e daí não sabemos o que pode vir. Existe uma pretensão desse futuro, uma estima, claro planejamento, claras intenções. O que mais há, eu me pergunto. Além do futuro, o que mais há?
    E me pergunto também se o agora de “e agora?” poderia ser outra coisa além de tudo o que se espera. E provavelmente vai ser, como agora é um momento após outro em que poderia ter havido essa pergunta também, “e agora?”, e isso aqui seria a resposta, impensável resposta, uma relação por blogs, uns textos com mensagens vivas, mensagens presentes, o agora propriamente dito, desconhecidos humanos profundamente conhecidos e se conhecendo. “E agora?” Entende o que quero dizer? E agora? Que agora? Agora, o que há?

    Agradeço, Melissa.
    Até à “vista”, minha amiga.

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    1. Vou tentar conversar com você respondendo por partes de acordo com o teu comentário.
      Apesar de pensar que algumas perguntas foram retóricas. haha

      Lubrese: Poderia o “e agora?” ser algo diferente do caminho já traçado?

      Melissa: Penso que sim, há um mundo de possibilidades, quem sabe até mudar de área. Não acredito em predeterminações a longo prazo ou destino, pois estamos a cada momento criando novas possibilidades de diferentes “agoras”. Somos criadores.

      Lubrese: Acho que é o primeiro [texto] que eu leio […] com isso de descrever os caminhos do pensamento, das intenções.

      Melissa: Bem, eu juro que pensei em escrever diferente, de modo impessoal sugerindo aos leitores algumas alternativas após a conclusão da graduação. Mas achei mais interessante fazer este relato pessoal. Em geral as pessoas não revelam o processo da tomada de decisão que é diferente do modo de apresentar apenas o resultado final ou alternativas sem fim.

      Lubrese: O que mais há, eu me pergunto. Além do futuro, o que mais há?

      Melissa: Poxa! Aí você me pegou, me fez pensar no real propósito das coisas que fazemos e o porquê fazemos. Há muito envolvido, isso te garanto. Como diria Shakespeare “Há mais coisas entre o céu e a terra do que pode imaginar nossa vã filosofia”.

      Por fim, meu caro amigo, é um prazer me deparar com um comentário tão embasado quanto o teu.
      Fique à vontade para comentar nesse pequeno espaço da web que é o Blog Aplicando.

      Sou grata,
      Até mais!

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      1. É isso, o real propósito das coisas que fazemos e o porquê disso tudo. Só isso pode ser real! Só isso pode ser verdadeiramente analisado como algo que existe entre nós, que vivemos, que realmente vivemos, que transcendemos nossa história acumulada, bem como o que podemos fazer juntos a partir dessa realidade.
        Temo parecer arrogante. Por favor, esteja além das minhas meras palavras que só servem para explicar e explicar, como todas as palavras, que só narram explicações, histórias, descrições – ficção. Eu não consigo imprimir nelas o convite que quero fazer a quem se disponha a investigar o que seja novo. Sendo novo, há que haver humildade, porque as palavras são velhas, não podem conceber a novidade.
        Entendo que a pergunta pareça retórica. Principalmente se o “e agora” pode ser diferente do que foi traçado, planejado. Mas é uma pergunta presente. Só pode estar claro como é presente quando não vem de fora, entende? Quando as obviedades se mostram inteiramente desconhecidas, vibrantes, então se faz claro o desejo de que o agora esteja limitado aos planos, aos desejos. Mas o agora está além de tudo, não é? Tempo, espaço. Agora é aqui e aí. Agora é instante da escrita e da leitura. Agora não está contido no tempo, mas além, muito além dele.
        Os pensamentos têm delineado os personagens que desejamos ser de nós mesmos: uma versão simulada e aparentemente melhor do que o simulador que somos. Não nos convençamos! Somos criadores. Não precisamos estar limitados pelas criaturas que criamos. Entende o que eu quero dizer?
        Como se pode investigar o que é novo conjuntamente? Através de perguntas? Como se pode descobrir o agora como o que o agora é, presente, real, não planejado, livre?
        Confesso estar apaixonado. Acho que tudo o que eu quero é encontrar quem também esteja.
        Queria estar seguro de que me faço claro, mas não estou.
        Você se sente livre na vida? Isso, eu sinto, é que define meu interesse. Você está livre? “Palavra de ordem: Liberdade!” O que é isso? Estamos livres ou somos prisioneiros fantasiando uma vida além do cárcere?
        Essas me parecem grandes perguntas! Não são retóricas, hahaha. Nota? Estão muito presentes. Tem energia! Você sente?
        Tomara que sinta.

        Eu agradeço a oportunidade de poder compartilhar isso com você, Melissa. Você é uma boa amiga que me trouxe até aqui, e eu agradeço. Há coisas boas nas suas mensagens.

        Até!

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    1. Eu não conhecia esse programa.
      Estou considerando a possibilidade de no futuro
      fazer algo fora, nem que seja um básico intercâmbio
      de idiomas. Ideias… possibilidades…
      Agradeço muito a dica, esteja certo que vou conferir.

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  2. Muito interessante a sua história, ainda faltam dois anos para concluir minha graduação e já estou começando a me preocupar com o futuro. Parabéns pelo ótimo post!

    alunonota1000.com

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  3. Olá Melissa,

    Quando terminei minha primeira graduação, logo ingressei na especialização e comecei a lecionar em uma escola de nível técnico. Me graduei na área da saúde e a perspectiva de emprego era precária, os concursos que abriam só pagavam um salário mínimo e os empregos CLT exigiam mais horas de trabalho do que estabelecido para a profissão. Em meio a tanta desvaloração da profissão que escolhi, optei por mudar de área e comecei um curso da área administrativa, logo consegui um novo emprego ganhando melhor e na minha atual área de estudo.
    Depois de anos dedicados a uma carreira que não me levou a lugar algum, fiquei um pouco desacreditada nesse lance de que formação define profissão. Enfim, isso é assunto para outra pauta. 🙂

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    1. Olá Samantha,
      Compreendo o que quer dizer e isso não é raro acontecer, há diferenças entre carreira e profissão. Até já escrevi sobre isso https://aplicando.wordpress.com/2017/10/11/qual-e-a-diferenca-entre-carreira-e-profissao/ . Mas o conhecimento é válido, a tua experiência com certeza foi riquíssima, temos que considerar que não existem erros ao escolher algum caminho. Penso que tudo o que acontece é necessário e leva a algum aprendizado. Sou grata por partilhar tua opinião aqui. Um abraço.

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