Sobre atividade acadêmica, ser professor e o amor à educação.

Enquanto você estiver lendo este texto, estarei na feira de exposição da Universidade no dia de hoje registrando tudo sobre minhas atividades acadêmicas para contar na próxima semana.

Adoro participar de atividades como feiras, exposições e palestras relacionadas à educação, arte e cultura.

A educação é algo que me move, interessa e amplia horizontes.

Falando nisso, eu não estaria aqui e nem seria tão interessada no tema da educação e cultura se não fossem meus queridos professores.

Professores e professoras, parabéns pelo trabalho e dedicação!!!

No último domingo, dia 15 de outubro, foi o dia dos professores. A web ficou repleta de mensagens homenageando os professores, a televisão passou reportagens sobre eles e alguns meios de comunicação pediram mais respeito e valorização desses profissionais.

Afinal, professores são sempre dignos de homenagens, mas eles merecem mesmo é melhores condições de trabalho, salário digno e plano de saúde.

Infelizmente, o amor que eles têm pela educação não é capaz de pagar as contas e sustentar a família.

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“Ser professor é, antes de tudo, gostar de gente. É se importar com a história de vida das crianças e olhar verdadeiramente nos olhos de cada uma delas.” (Aucimara Souza do Nascimento)

Não é fácil ser professor no nosso país e ter que lidar todo o dia com os problemas da sociedade – porque a sala de aula é a sociedade em proporção menor. Existem vários alunos e todos pensam diferente e vêm de lugares diferentes, talvez alguns tenham problemas familiares graves, outros; problemas de aprendizagem.

Somado a isso, há falta de materiais didáticos, os livros são poucos ou nem existem, não tem estrutura física na escola, faltam materiais: computadores, telescópios, projetores…

Alguns professores tiram do próprio bolso o dinheiro para xerox e para os materiais de aula.

Aqui no Rio Grande do Sul os professores do Estado vivem um momento muito difícil, faz meses que recebem o seu salário parcelado. Eles chegaram a receber no dia do pagamento apenas R$ 380,00.

As aulas estão paradas há mais de quarenta dias por causa da greve e não se sabe como os alunos das escolas estaduais terminarão o ano e nem quando os professores irão receber o salário integral.

Mais uma vez, a educação é que paga.

Justo na educação eles fazem o corte dos gastos e não sei até quando deixarão de dar prioridade a ela.

“Educação nunca foi despesa. Sempre foi investimento com retorno garantido.”

Sir Arthur Lewis

Os professores sabem da importância da educação e assim continuam lutando por ela com força, determinação e amor.

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11 comentários em “Sobre atividade acadêmica, ser professor e o amor à educação.

  1. Olá, Melissa.

    Ótimo artigo.
    Também sou um ativista dos direitos dos professores, mesmo que não exerça mais essa função.
    Excelente frase do Sir Arthur Lewis! É triste ver que o governo brasileiro não enxerga a salvação bem diante dos olhos: basta investir na educação e seremos um país melhor em pouco tempo!

    Há alguns anos, escrevi o Manifesto de um Professor (Quase) Desiludido:
    https://lucaspalhao.wordpress.com/2015/08/20/manifesto-de-um-professor-quase-desiludido-parte-1/
    https://lucaspalhao.wordpress.com/2015/09/03/manifesto-de-um-professor-quase-desiludido-final/

    Espero que goste.

    Abraço,
    Lucas Palhão

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    1. Obrigada, Lucas!
      Interessantes e completos teus artigos, abordam todos os pontos.
      O termo (quase) desiludido sugere que tenhamos esperanças. Isso é exatamente o que eu tenho em relação à educação.
      Existe um grupo ativo de Investigadores da Nova Educação.
      Acredito que em breve teremos novidades…
      Eu também me dedicarei a compreender melhor esse universo. =D

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  2. Eu curso pedagogia, trabalho em escola na parte administrativa e de tarde faço estágio em sala de aula, realmente às vezes penso aonde fui me meter, é uma realidade tão revoltante, não só financeiramente, pra mim uma das partes mais difíceis é lidar com os pais, e com a falta de educação (básica) que os alunos trazem (no caso, deixam de trazer) de casa. É como se todo o trabalho em sala de aula fosse em vão sem a base e apoio dos pais, ninguém está mais nem aí, nem o governo e nem a sociedade respeitam o professor. O amor a profissão não sustenta, mas faz a gente insistir em continuar, apesar de todos os obstáculos. Parabéns pelo artigo!

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    1. Temos algumas trajetórias de vida em comum. Sabia?
      Eu compreendo o que você quer dizer.
      Mas parabéns pela escolha.
      Eu, depois que larguei a pedagogia – sim, depois do magistério eu cursei 1 semestre de pedagogia – percebi em quantos campos pode atuar um pedagogo/pedagoga. Além de dar aulas da Educação Infantil ao quinto ano em escolas públicas e particulares, uma pessoa formada em pedagogia pode: Ser coordenador/orientador/supervisor de ensino; ser pedagogo empresarial; professor no Ensino Técnico e Superior nas áreas da educação; tutor ead; técnico administrativo em Instituições de educação…
      O importante é encontrar lugar onde se encaixar, porque nenhuma profissão está livre de problemas.
      Abraço =D

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  3. Me sensibilizei com teu texto! Comecei a trabalhar como professora tem só alguns meses, e já notei o quanto o caminho vai ser árduo. Infelizmente a gente vê que o profissional da educação está quase entrando em extinção e isso se dá em especial a desvalorização pela sociedade e pelas políticas sociais, me pergunto quando irão notar que o professor/educação é a base essencial na sociedade?
    Os poucos que existem, se dividem em duas linhas de pensamento, aqueles que não estão mais nem aí porque aparentemente ninguém está, e os que incansavelmente continuam tentando fazer dessa educação escassa uma saída para futuros melhores. Obrigada pelo texto! ^^

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    1. Parabéns, Maby!
      Obrigada por compartilhar sua experiência. Realmente, é possível notar essas duas linhas de pensamento…
      Acredito que a maneira como ocorre a educação também deva mudar, já notou como tudo fica a cargo do professor?
      Precisamos de valorização dos educadores e também mudanças nas escolas. Quem sabe em um futuro próximo. =D
      Abraço

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  4. Que absurdo! E tentam deixar o professor como vilão pela péssima qualidade de ensino, vergonhoso. É corajosos estes exemplos. Alguns amigos professores já confessaram tirar do próprio bolso para ajudar alunos.

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