Depressão: Mal silencioso

 Setembro amarelo

A depressão é um mal silencioso que não se pode ver ou sentir em seus estágios iniciais, porque os sintomas se confundem com momentos afetivos, tais como tristeza, desânimo e falta de vontade.

Nesse momento as pessoas próximas podem até notar essas pequenas mudanças, mas não percebem a seriedade do fato, pois o interpretam como algo passageiro ou uma frescura.

Mas a persistência dos sintomas somado aos pensamentos negativos e de baixa autoestima deixam a pessoa impotente e podem até levar ao suicídio.

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Esse tema está sendo abordado neste mês devido a campanha Setembro Amarelo apoiada pela CVV ( Centro de Valorização da Vida), CFM (Conselho Federal de Medicina) e ABP (Associação de Psiquiatria). A campanha teve início em 2015 e aborda a prevenção ao SUICÍDIO.

A ideia é que tenhamos um pouco mais de informação, podendo assim ajudar quem sofre desse mal a tratar a depressão, prevenindo o suicídio.

Identificando a depressão:

  • Alterações no humor como ansiedade, irritabilidade, tristeza, desânimo;
  • Falta de vontade de fazer as coisas, inclusive as que tinha prazer em fazer;
  • Pessimismo, sensação de falta de sentido na vida, culpa, baixa autoestima;
  • Aumento ou perda de peso, falta de apetite; e
  • Dificuldade para dormir ou dorme demais, inclusive durante o dia. Entre outros sintomas.

Identificando características pré-suicidas:

  • Na maioria dos casos quem comete suicídio avisa que irá se matar, nem que seja em tom de brincadeira. Por isso, fique atento às frases que a pessoa diz e que evidenciam a vontade de deixar de viver , tais como “Eu quero sumir”, “Eu quero morrer” ou “Não estarei mais aqui”.
  • Ela também começa a se despedir e procura pessoas que foram importantes na sua vida.
  • Se desfaz de seus pertences, inclusive aqueles de valor afetivo.
  • E se tiver depressão ela apresentará uma melhora repentina. Isso ocorre porque já sabe como “resolverá” o seu conflito.

Como ajudar?

Através das dicas acima e de informações em diversas fontes somos capazes de perceber se alguma pessoa tem a possibilidade de estar com depressão. Assim, o ideal é conversar com a pessoa oferecendo-se para procurar um médico ou terapeuta e ir com ela na primeira consulta.

A ajuda de um profissional como psicólogo, terapeuta ou psiquiatra é muito importante nesse caso.

Outra forma de ajudar é conversar com a pessoa, tentando discutir sobre os seus sentimentos. Mas evite dar conselhos do tipo: “Levante-se e vá viajar “; “Você não tem motivos para estar triste”; ou , “Penso que é melhor você parar com essa crise”.

Saber ouvir e ter empatia pelo outro é a melhor maneira de ajudar nessa situação. Porém, vale sempre lembrar que a ajuda de um profissional é imprescindível.

Quer saber mais?

Acesse SAIR DA DEPRESSÃO com dicas de como ajudar alguém, como obter ajuda, além de informações importantes sobre o tema.

O Centro de Valorização da vida realiza apoio emocional e prevenção ao suicídio, atendendo  de forma voluntária e gratuita todas as pessoas que querem e precisam conversar sob total sigilo. Basta discar 141.

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14 comentários em “Depressão: Mal silencioso

  1. Melissa, realmente quem tem depressão ouve melhor um “como posso te ajudar?” do que um “levanta daí” ou um convite para um festa. Falo por experiência própria. Talvez pra outras pessoas não seja assim, uma vez que a depressão é multifacetada.

    Curtido por 3 pessoas

  2. Percebo o preconceito rondando este tema…talvez esta seja uma das razões pelas quais as pessoas demoram tanto para pedir ajuda…fala-se muito pouco…e o problema encontra-se em todas as faixas etárias…ao buscar ajuda a vida volta a fluir…pode até demorar um pouquinho…tiro o meu chapéu para os Psiquiatras!

    Curtido por 1 pessoa

  3. Eu tive depressão maior quando tinha catorze anos, por causa de solidão, acredite. Eu fui forçado à terapia, só então pude ficar bom novamente. Talvez seja uma boa ideia falar de depressão no meu blog também, pelo menos pra narrar minha experiência. Algumas pessoas aprendem melhor sobre seus problemas lendo as experiências de outros que enfrentaram o mesmo problema. Pelo menos no meu caso, eu tive ideias suicidas, mas tinha medo de me matar. Além do mais, eu tinha a sensação de que as coisas podiam melhorar com o passar do tempo, então eu também sentia que suicídio seria desperdício. Mas como era doloroso. Eu acordava mal e ia pra cama mal. Não me sentia alegre em nenhum momento. Eu também começava a suspeitar dos meus amigos e tive uma alucinação.

    Curtido por 1 pessoa

    1. Olá, Yure!
      Acredito que é sim uma boa ideia falar sobre a tua experiência no teu blog.
      Muitas pessoas poderão ter acesso a essa informação e como você disse, elas poderão aprender melhor sobre os seus problemas através da tua experiência.
      Agradeço a tua contribuição nessa discussão.
      Abraço!

      Curtido por 1 pessoa

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