Burnout: Quando só restam cinzas

O vício é algo realmente complicado. Algumas pessoas são viciadas em álcool, outras em drogas e outras em trabalho. Trabalho?

Exatamente, o termo workaholic foi utilizado pela primeira vez em 1971 por Wayne Edward Oates, psicólogo Americano. O termo é utilizado para referir-se a pessoas viciadas em trabalho que enxergam o ambiente de trabalho como refúgio, por isso são as vítimas mais frequentes da chamada Síndrome de Burnout.

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É claro que a síndrome de Burnout não atinge apenas os workaholics, mas também todos os profissionais sujeitos a condições de trabalhos estressantes e com altas responsabilidades, principalmente em profissões que exigem intenso contato interpessoal como policiais, profissionais da saúde, professores, assistentes sociais, entre outras.

MAS O QUE É A SÍNDROME DE BURNOUT?

É um distúrbio psíquico descrito em 1974 pelo psicólogo Herbert J. Freudenberger cuja principal característica é o estado de tensão emocional e estresse crônicos provocado por condições de trabalho físicas, emocionais e psicológicas desgastantes por tempo prolongado.

Na prática é quando o corpo e a mente estão esgotados e dizem “BASTA!” , uma pessoa que antes era competente, dedicada e atenciosa acaba por ligar o “piloto automático” devido a desmotivação e passa a sentir irritação, falta de concentração e sensação de fracasso.

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SINTOMAS FREQUENTES, segundo Frazão (2017):

  1. Sensação constante de negatividade, como se nada fosse dar certo;
  2. Cansaço físico e mental constante e excessivo;
  3. Falta de vontade para fazer atividades sociais ou estar com outras pessoas;
  4. Dificuldade para se concentrar no trabalho ou tarefas diárias;
  5. Falta de energia para manter hábitos saudáveis, como ir à academia ou ter um sono regular;
  6. Sentimento de que não se está fazendo o suficiente dentro e fora do trabalho;
  7. Dificuldade para gostar das mesmas coisas que se gostava anteriormente;
  8. Colocar as necessidades dos outros à frente das próprias;
  9. Alterações repentinas de humor, com muitos períodos de irritação;
  10. Isolamento de pessoas significativas, como amigos e familiares.

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PARA EVITAR O BURNOUT:

  • Seja legal com você, conheça os seus limites e não se sobrecarregue.
  • Permita sentir-se mais leve.
  • Não coloque todas as suas expectativas e satisfações no trabalho. Viva! Saia para caminhar, faça outras coisas que possam te dar prazer.
  • Cuide-se, pratique exercícios físicos, alimente-se bem, durma bem.
  • Esteja em contato com a família e os amigos.
  • Encontre alguma prática espiritual ou alternativa que te faça bem.
  • Se necessário, procure tratamento.

 

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10 comentários em “Burnout: Quando só restam cinzas

    1. Concordo, pela falta de conhecimento deixamos de identificar e prevenir.
      Tanto que algumas pessoas só se dão conta do que é isso quando estão no auge da crise ou depois que superaram. O auxílio de um profissional é muito importante.
      Agradeço tua visita e contribuição.
      Abraço.

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  1. Eu já tive uma. Cheguei à passar 1 mês inteiro depois de umas férias sem conseguir produzir nada. Ao fim de um tempo, acabei saindo do trabalho em que estava, porque sair era a única coisa em que conseguia pensar. Mas tinha consciência do que era. E tenho trabalhado para não deixar mais acontecer isso. Não é fácil… 🙂

    Curtido por 2 pessoas

    1. Acabar largando o emprego é como tentar cortar o mal pela raiz, acredito que muitos que passam pela burnout tomam essa atitude. Sejamos legais conosco sabendo que já somos o suficiente e que o resto vem. Grata pela visita e contribuição nessa discussão. 🙂

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  2. Olá, Melissa.

    Eu também já passei pelo Burnout.
    Depois de superá-lo, também escrevi um post sobre o assunto:
    https://lucaspalhao.wordpress.com/2016/02/12/sindrome-de-burnout/

    Realmente, o apoio de quem está de fora é fundamental.
    Seu não fosse minha esposa, talvez eu não tivesse percebido que eu estava me sobrecarregando e não teria procurado tratamento.

    Obrigado pelo ótimo post e por nos conscientizar.

    Um abraço,
    Lucas Palhão

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    1. Lembro desse post quando eu tinha o outro blog, você foi um dos primeiros que vi abordando o assunto. Hoje eu compreendo isso melhor que antes. Parabéns pela iniciativa, agradeço a tua visita e contribuição de sempre. 🙂 Abraço.

      Curtido por 1 pessoa

  3. Oi Melissa,
    Ótimo post!
    Já ouvi falar sobre o assunto, porém não especificamente, com todos estes detalhes…
    Realmente é um distúrbio preocupante e pouco discutido. Muitos só conhecem quando já estão em tratamento.
    A prevenção continua sendo o melhor remédio!
    Parabéns querida!
    Grande abraço,
    Onélia Vargas.

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