HORA DO CAFÉ: Uma história sobre amizade

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Vi aquele vulto vindo de longe percebi que era uma senhora baixinha de cabelos brancos e óculos que se aproximava caminhando com um pouco de dificuldade e já vinha de muito longe, uns três quilômetros talvez, para chegar àquela pequena igrejinha.

Trazia em suas mãos trêmulas e enrugadas um pequeno buquê de flores que havia colhido do próprio jardim naquela manhã. Entrou silenciosa, triste, aproximou-se, depositou as flores ao pé do caixão e chorou por aquela amizade de pouco mais de sessenta anos. Eis que foi a coisa mais linda que vi, uma amizade duradoura que ali chegava ao fim.

Fiquei a olhar aquelas flores que ela trouxe e estavam ali ao pé daquele caixão junto a todas as outras. No entanto aquelas eram diferentes, não eram de plástico e haviam sido colhidas do jardim da casa daquela senhora e claro que ela tinha escolhido as flores mais bonitas do jardim.

Eu que já estava chorando, chorei ainda mais e chorei por tudo, inclusive por aquele gesto e por aquelas flores e por concluir que flores de plástico não morrem, mas também não tem vida, não tem história e não tem sentimentos.

Feliz é aquele que planta e cultiva “flores de verdade” em sua vida!

 

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