TÉCNICA DE MEMORIZAÇÃO: Mapa mental

Um bom recurso para interligar e memorizar os conteúdos, pois apresenta as ideias de forma organizada e gráfica.

É muito fácil de fazer basta ter uma folha de papel em branco.

Ao centro dessa folha você coloca o tema principal ou conteúdo sobre o qual você vai escrever e depois faz ramificações com subitens como no exemplo abaixo:

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fonte: www.idph.com.br

Não necessariamente precisa ter desenhos, mas para quem tem memória visual isso ajuda muito. Colorir o mapa também é importante, escrever os blocos com cores diferentes fazendo destaques com cores chamativas.

Existem ferramentas disponíveis na internet que auxiliam na criação de mapa mental, como o Coggle que pode ser acessado com o login do gmail através do link: https://coggle.it

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Fonte: Arquivo pessoal da autora

TÉCNICAS DE LEITURA

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LEITURA PANORÂMICA

Excelente para você ter uma ideia sobre o texto.

Pode-se ler o início e o final de cada parágrafo do texto para saber se o assunto é relevante.

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Depois, leia o texto com maior atenção em busca dos detalhes principais.

Se preferir, antes de sair destacando tudo no texto, marque apenas os parágrafos principais e após busque nesses parágrafos as frases e palavras destaques do texto.

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Destaque apenas o necessário:

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Fonte: estudareaprender.com

 

A maioria dos softwares de leitura digital dispõe de ferramenta para realçar texto,  como por exemplo o Adobe Reader:

Destaque

LEITURA DINÂMICA

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Para fazer leitura dinâmica existem inclusive cursos.

Porém eu gosto de seguir dicas simples e colocá-las em prática como:

1 – Aumente a velocidade da leitura evitando falar ou mexer os lábios enquanto lê;

2 – Leia bloco de palavras ao invés de palavra por palavra, temos o costume de ler conforme falamos e isso diminui a velocidade da leitura;

3 – Treine a velocidade, não importando se nas primeiras vezes você não conseguir compreender tudo;

 

 Obs.: Quando se faz prova com tempo determinado, o tempo deve ser aproveitado. Portanto antes de ler o texto e tentar entendê-lo. Primeiro leia as perguntas da prova e depois o texto porque de qualquer forma você terá que voltar ao texto.

 

 

A ESTRADA VAI ALÉM DO QUE SE VÊ

Você já aprendeu a aprender?

Ao pensar em minha vida escolar, não me lembro de terem me ensinado sobre como poderia aprender, pois sempre me ensinaram a fazer o que era pedido através das ordens: leia esse texto, faça estes cálculos, resolva os exercícios desta folha, faça de acordo com o modelo. Então sempre pensei que aprender era isso: alguém me dizendo o que e como fazer.

Tudo bem, isso não deixa de ser uma forma de aprendizagem. Entretanto acredito que também é tirar um pouco a graça dela porque tira o entusiasmo que é aprender algo por conta própria. Não estou aqui fazendo descaso dos professores, de modo algum, existem professores que instigam o aluno a buscar o conhecimento e esses são diferentes daqueles que dizem sigam o modelo. Tampouco estou aqui dizendo que as escolas não deveriam existir, mas apenas repetindo o que já dizia Rubem Alves sobre a educação que precisamos de escolas asas e não gaiolas.

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Por isso, talvez eu e você não tenhamos aprendido a aprender e nem tenhamos ouvido falar do estudo autodirigido até então.

O estudo autodirigido pressupõe que nós devemos ser os próprios responsáveis pela nossa educação, carreiras e vidas. A partir disso nos tornamos indivíduos capazes de saber em que ponto estamos e onde gostaríamos de chegar. Esse estudo parte da motivação pessoal de querer ir além e de não estar satisfeito com o conhecimento que se tem.

Não é preciso sair do ensino formal para fazer um estudo autodirigido, apenas não deixe sua aprendizagem só por conta do professor. Todos somos capazes de buscar informações através de livros, pesquisas na internet, vídeos no youtube, comunidades de aprendizagem virtual.

Mas primeiro você deve identificar de que maneira você aprende que segundo Gleisser seria assim:

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Porém quem saberá a melhor forma de aprender é você mesmo. Tem pessoas que preferem ler a ouvir uma aula expositiva e tem pessoas que preferem fazer resumos escritos ao invés de esquemas.

O fato é que aprender a aprender é primordial em nossa sociedade onde tudo muda rapidamente, diria até que é fator de sobrevivência  em que é necessário adaptar-se às novas tecnologias.

Nos próximos posts – Técnicas de estudo.

Texto: Melissa Webler

UM HOTEL, UM HÓSPEDE E UMA FUNCIONÁRIA SEM AUTONOMIA

Texto de Diego Andreasi

– Desculpe-me incomodar, mas meu cartão magnético não está mais abrindo a porta do meu apartamento. Será que você poderia fazer o favor de abri-la para mim?

Eu estava hospedado em um hotel de arquitetura horizontal. Daqueles com longos corredores onde o hóspede não tem alternativa senão preparar-se para caminhar um bocado até chegar às suas acomodações, muitas vezes adiando seu merecido descanso, bem ao estilo do filme “O Iluminado”.

Era sábado, por volta da primeira hora da tarde; eu tinha terminado de conduzir um seminário e estava louco para voltar para casa. Minha ambição pessoal era simplória, mas urgente: fechar a mala e correr para o aeroporto.

Mas, para meu desalento, a porta recusou-se a abrir, pois as chaves magnéticas esgotam seu poder de Sésamo ao meio dia ou, no máximo, meia hora depois.

Desolado, eu me preparava para enfrentar uns trezentos metros de corredores e escadas quando percebi que havia uma funcionária do hotel saindo do quarto ao lado, então lhe fiz a solicitação para que abrisse a porta para mim, a qual ela respondeu, com a superioridade pretensiosa das pequenas autoridades:

– Lamento, senhor, mas terá de ir até a recepção pedir que seu cartão seja recarregado.

– Entendo, mas você não pode me ajudar? Sou um cliente do hotel e estou com um problema! – Argumentei, esperando, como resposta, uma atitude de solidariedade e de competência. Vã esperança!

– Não, não posso fazer nada, é uma norma do hotel, e não está ao meu alcance resolver esse tipo de problema. Meu trabalho é verificar o consumo do frigobar.

A funcionária era uma seguidora de normas. OK. Não há nada de errado em seguir normas: ao contrário, pois lugares sem leis, normas ou regulamentos são desorganizados, anárquicos e ferem os princípios mais básicos da civilização.

Entretanto, a absoluta incapacidade de interpretar a norma e adaptá-la a uma situação particular demonstrava que tal funcionária era uma pessoa limitada. Era alguém que só obedece às ordens e às determinações de seus superiores, sem nenhum alcance, sem liberdade de pensamento, sem opção. Sem autonomia!

Uma pessoa assim é conformada, ou seja, foi colocada em uma forma que definiu seu molde, e assim ela o será, até que alguém, eventualmente, a coloque em outro recipiente delimitador.

ANDREASI, Diego. Um hotel, um hóspede e uma funcionária sem autonomia. Jovem Administrador. Disponível em <http://jovemadministrador.com.br/um-hotel-um-hospede-e-um-funcionaria-sem-autonomia&gt;